terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Aulas com Henrique Martins

Amanhã, sexta-feira e sábado serão realizadas aulas de Aikido com o professor Henrique Martins, 5º dan TenChi International,  no Centro Cultural Georges Stobbaerts. As aulas serão reservadas para os alunos com graduações de 1º kyu (faixa marrom) em diante e serão realizadas às seis horas da manhã nos dois primeiros dias, e às sete da manhã no último.

Henrique também deverá visitar o Dojo Recife durante a semana nos horários normais de treino, onde a prática será aberta para todos os alunos.

Para quem ainda não o conhece, Henrique é uchi-deshi do Mestre Georges Stobbaerts e responsável pelo ensino do Aikido em Portugal nas cidades de Coimbra, Porto e Viseu.

Abraço e encontro vocês no tapete.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

O Yamabushi

"Era uma vez, nas altas montanhas do Japão, um eremita Yamabushi. Praticava as artes do Budo para progredir espiritualmente e habitava numa caverna escura de muito difícil acesso.

Este Yamabushi dizia muitas vezes: «É absolutamente necessário transcender o racional e a técnica a fim de dominar estes dois conceitos pois, tal como duas rodas de uma charrete, eles perdem a sua utilidade sempre que um deles falta.» Meditava frequentemente sob as cascatas de água gelada enquanto recitava mantras. Soltava kiai que ressoavam nas altas montanhas.Chamavam-lhe «aquele que venceu o medo». Tinha atingido, dizia-se, o estado de Mushin. Nas aldeias que se encontravam no sopé das montanhas, todas as mulheres, homens e mesmo as crianças, eram atormentados por angústias e medos infindáveis. Dizia-se que esses medos vinham da origem da humanidade quando os homens ainda não conheciam nem a esperança, nem o riso, ainda menos o amor. Apesar do caminho penoso a percorrer pelas montanhas, onde viviam animais selvagens, muitos aldeãos iam pedir conselho ao Yamabushi na esperança de que este pudesse acabar com os medos que os atormentavam, tanto aos seus corpos como à sua mente. Nenhum sabia como decorreria o encontro com ele, mesmo levando-lhe presentes. Como todos os sábios, podia mudar de opinião pois não se deve acreditar que uma opinião contém toda a verdade..."

Texto escrito pelo Mestre Georges Stobbaerts e disponível por completo em português e francês no site de TenChi International.

Abraços.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

I Encontro Internacional de Budo - Aracaju

Será realizado no próximo final de semana o I Encontro Internacionala de Budo de Aracaju. O evento  contará com a presença do Mestre Georges Stobbaerts, 8º dan pela Dai Nippon Butoku Kai e idealizador da escola TenChi.

Programação:
Sábado:
10:00 - 11:00 - TenChi Tessen
11:15 - 12:45 - Aikido (harai-no gi)
16:00 - 17:15 - TenChi Tessen
17:30 - 19:00 - Aikido

Domingo:
10:00 - 11:00 - TenChi Tessen
11:15 - 12:15 - Aikido (osame-no gi)

Maiores informações no site da escola em sergipe: http://www.aikidosergipe.com.br/evento/
Aguardamos a presença de todos.

Abraços.

domingo, 5 de dezembro de 2010

A arte da paz


"Estuda os ensinamentos do pinheiro, do bambu e do botão do pessegueiro. O pinheiro está sempre verde. O bambu é forte, flexível e inquebrável. O botão do pessegueiro é resistente, perfumado e elegante."

"A arte da paz é baseada nas quatro grandes virtudes: Bravura, Sabedoria, Amor e Amizade, simbolizados pelo Fogo, Céu, Terra e Água."

"Aqueles que são iluminados nunca param de forjar a si mesmos. A realização de tais mestres não pode ser expressa em palavras ou por teorias. As mais perfeitas ações são o eco do modelo encontrado na natureza."

"Não há adversários na arte da paz. Um verdadeiro guerreiro é invencível porque não está em luta com coisa alguma. A derrota significa derrotar a mente na luta que acolhemos dentro de nós."

"As técnicas empregam quatro qualidades que refletem a natureza do nosso mundo. Dependendo das circunstâncias deves ser: tão duro como um diamante, flexível como um junco, fluido como a água, ou tão vazio como o espaço."

"As técnicas do Caminha da Paz mudam constantemente; cada encontro é único, e a resposta apropriada deve emergir naturalmente. As técnicas de hoje serão diferentes das de amanhã. Não fiques preso à forma e aparência de um desafio. A Arte da Paz não tem forma - pois é o estudo do espírito."

Frases do mestre Morihei Ueshiba retiradas do livro A arte da paz, coleção sábias palavras, editora Rocco.

Abraços.

domingo, 28 de novembro de 2010

SportAccord Combat Games


Apresentação do Shihan Christian Tissier no SportAccord Combat Games, Beijing 2010.

Mesmo vídeo em HD aqui.

Abraços.

domingo, 21 de novembro de 2010

The life of the Buddha











Documentário bastante interessante criado pela rede BBC sobre a vida do Buda. Vale a pena dar uma conferida.

Abraços.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

A Visão Perfeita


«Eles têm olhos mas não vêem.» Jeremias 5.21
«Abre os olhos e olha, verás o teu rosto em todos os rostos. 
Tem atenção e escuta, ouvirás a tua própria voz em todas as vozes.» 
Khalil Gibran in Areia e Espuma

O meu amigo, o cirurgião Dr. Durix, especialista em oftalmologia, dizia-me que existia na Amazónia um peixe com quatro olhos; o Anableps anableps. Este peixe tem dois olhos e cada um dos seus olhos tem duas pupilas, uma superior e outra inferior. Desloca-se sempre à superfície da água, ficando o nível desta a meio dos olhos. Com a parte superior ele vê o que se passa na atmosfera, tal como o homem e os outros animais terrestres e, com a parte inferior, vê o que se passa na água, debaixo da superfície, como os outros peixes e animais aquáticos. 

O Dr. Durix dizia que tudo está preparado neste olho: as curvaturas da córnea, as curvaturas do cristalino, a própria forma do olho em si, para se adaptar às diferenças de refracção entre o meio exterior e o meio aquático. Este é, assim, um olho de imagem global.

Esta descrição de um olho quase perfeito fez-nos pensar, a Claude Durix, Pierre Delorme e a mim mesmo, que esta seria a visão ideal para todos nós. Nas artes marciais (Budo) e também no Yoga, a visão de certas grandes organizações ou mesmo grandes federações, não fica senão por regulamentos técnicos ou regulações governamentais, por vezes limitados a interesses pessoais. A maior parte de nós, muito frequentemente, não se orienta para a vida. Sobrevoamo-la, dizia Chiara Lubich, e é assim que se perdem as virtudes destas artes.

As artes marciais seguiram felizmente a evolução do mundo. Sabemos que as suas origens se perdem na noite dos tempos onde os homens combatiam para sobreviver. A sua razão de ser inicial perdeu-se felizmente... No Japão como na Índia, transcendeu-se o combate para, em seu lugar, criar uma Via orientada para valores espirituais que transformaram as técnicas brutais numa Arte cujo objectivo é a busca de si mesmo. Todas estas técnicas se tornaram assim num suporte de meditação. Este combate tornou- se puramente espiritual ao tomarmos consciência de que o verdadeiro inimigo éramos nós próprios, na ilusão do ego que nos impede de ver a nossa verdadeira natureza. O sabre e a meditação não são mais do que uma só coisa, «ken zen ichi nyo». O Budo tornou-se uma arte de não-violência, procurando a paz e a serenidade, dando um verdadeiro sentido à vida.

Hoje em dia devemos estar atentos. Devemos olhar para a mundialização, que tem um lado positivo mas também um negativo, que se apropriou destas artes marciais, tal como da via do Yoga, para as mediatizarem e comercializarem, desvirtuando infelizmente o seu verdadeiro espírito, amplificando o lado primário e complexo do homem — com todas as suas aspirações e a agressividade que vem da violência original, quer dizer a violência das origens e do medo do outro. Hoje em dia devemos vencer o outro a qualquer preço.

Se as artes do Budo são feitas deste laço ancestral que liga o Homem à violência, elas souberam no entanto,com inteligência, durante o seu longo percurso, harmonizar esta difícil relação pela observação necessária para a aquisição de um gesto correcto, através do físico e do mental, que exige tomadas de consciência de si, mas também do outro. Isto é muito necessário ainda hoje pois infelizmente não resolvemos o problema da agressividade e da violência. A violência pode perfeitamente deslocar-se. Ela é móvel, na prática como nos estádios... ou no mundo, através das guerras perpétuas que conhecemos demasiado bem.

Devíamos tomar consciência de uma maneira mais profunda de tudo isto. Não fiquemos pela superfície das coisas, dos acontecimentos. Sejamos como o Anableps anableps... Tomemos consciência do externo e do interno, do visível e do invisível. A profundidade está ligada ao olhar que lançamos sobre o nosso ser autêntico em cada instante da vida.

Não devemos esquecer que durante a pratica o Dojo não é um lugar para pensadores. A prática é sobretudo feita de alegria e o resto segue o seu curso. Se o apelo do silêncio ressoa em nós, então podemos harmonizar a sensação, o sentimento, na experiência de estar presente na Presença. Não é isto a incarnação do movimento que nos quer ensinar a Via?

A harmonia do corpo e do espírito não é um conceito nem uma técnica de aperfeiçoamento inventada. É um princípio essencial de nossa qualidade de se ser humano. Um princípio que nos permite coordenar as nossas percepções sensoriais, o nosso corpo e o nosso espírito. Estar em harmonia connosco mesmos é também reatar a nossa ligação ao universo, ao mundo, ao outro, aos outros...

Não esqueçam o olhar do Anableps anableps...!
Georges Stobbaerts, Outubro de 2010

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Aula Yudansha


Próximo sábado, dia 13 de novembro, haverá aula para alunos graduados de primeiro dan em diante na academia Nagai. A aula será ministrada das oito às nove e meia da manhã e contamos com a presença de todos os cinturões negros.

Abraços.