segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Não se pode roubar a lua
"Ryokan, um mestre Zen, vivia a mais simples e frugais das vidas em uma pequena cabana aos pés de uma montanha.
Uma noite um ladrão entrou na cabana apenas para descobrir que nada havia para ser roubado. Ryokan retornou e o surpreendeu lá.
'Você fez uma longa viagem para me visitar', ele disse ao gatuno, 'e você não deveria retornar de mãos vazias. Por favor tome minhas roupas como um presente.'
O ladrão ficou perplexo.
Rindo de troça, ele tomou as roupas e esgueirou-se para fora.
Ryokan sentou-se nu, olhando a lua.
'Pobre coitado', ele murmurou. 'Gostaria de poder dar-lhe esta bela lua.'"
quarta-feira, 11 de julho de 2012
As nuvens não são o céu
"Minha visão de mundo, devo reconhecer é bastante egocêntrica. Eu me vejo como ponto central e acho, em meu ofuscamento, que tudo só gira ao meu redor. Isso mostra que é preciso uma 'mudança de Copérnico' em minha vida. Pois enquanto eu me considerar como ponto central, deixarei de ver o verdadeiro centro.
Há muitos séculos, conta-se que um rei pintou uma linha negra na parede e chamou seus sábios:
- Vocês estão vendo alguma possibilidade de reduzir essa linha, sem tocar nela?
Os sábios ficaram muito confusos. Ficaram pensando por um bom tempo, mas não encontraram nenhuma solução. Até que finalmente um deles se aproximou, pegou o pincel e desenhou uma outra linha, bem mais longa, sobre a linha do rei. Sem tocar na linha do rei, o sábio conseguiu deixá-la visivelmente menor.
É essa a mudança de Copérnico, que eu citei acima. Quando percebo que me considerei importante demais, não preciso me diminuir de propósito. Mas preciso saber que há algo maior do que eu. Preciso descobrir a grande linha.
É disso que trata a religião. A religião é a transposição de limites, ela abre novos horizontes e leva à amplitude. Ela indica o céu que está sobre mim. Esse céu é o pano de fundo infinito, irremovível, de tudo o que existe. As nuvens vêm e vão, as constelações passam, mas o céu permanece, iluminado, calmo e claro.
Da mística eu aprendi que o céu não está apenas sobre mim. O lama tibetano Sogyal Rinpoche vê nele uma imagem da 'verdadeira natureza' do ser humano, da sua essência mais interior. Mas muitas vezes ele fica encoberto pelas nuvens do espírito confuso. Então aquele que o observa de baixo, acha que as nuvens são a única realidade. Mas quem viaja de avião e atravessa a cobertura de nuvens, descobre a amplitude sem limites do céu claro e azul. Dessa perspecita as nuvens passam a ser apenas formas pequenas, insignificantes, que não tem estabilidade e nenhum significado importante. Sogyal Rinpoche diz que:
- Deveríamos sempre tentar nos lembrar que as nuvens não são o céu. As nuvens se formam e se desfazem depois. Suas formas e cores se modificam. Em sua impermanência e ausência de estabilidade elas são um refluxo da própria vida. Porém não devem ser comparadas ao céu. As nuvens estão no céu, mas não são o céu.
Em sua infinita grandeza e clareza o céu indica aquela dimensão transcedental que ultrapassa o vai-e-vem dos tempos. Ele mostra que há coisas mais importantes e maiores do que as nossas próprias pequenas atribulações e problemas. Ele me convida e me perder no interior da sua amplitude, para depois me reencontrar. Ele forma a grande linha sobre a pequena linha da minha vida.
E ao mesmo tempo eu tento ficar firme, de pé no chão, com minhas duas pernas. Sem exaltações celestes, sem tempestades celestes. Meu lugar é aqui na terra, não é em nenhum outro lugar
Assim eu vou trilhando o meu caminho com a consciência de que existe um grande firmamento que se estende sobre mim - sabendo que esse céu também se reflete dentro de mim. E aos poucos eu começo a entender que não sou o ponto central. O mundo não gira ao meu redor. Existem dimensões que me ultrapassam. Isso não me torna pequeno, mas modesto. Minha estória pessoal é parte de uma história infinita. Uma pedrinha de um mosaico num painel sem limites."
Lorenz Marti
segunda-feira, 25 de junho de 2012
Georges Stobbaerts Hanshi
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quarta-feira, 20 de junho de 2012
Kihon
O Dojo Kai realizará no próximo sábado, dia vinte e três de junho, a quarta aula Kihon com o tema Sankyo. A aula será ministrada pelo professor Henrique Martins (5 dan), das dezesseis às dezoito horas.
Kihon (基本 ou きほん básico, fundamental), nas artes marciais japonesas, refere-se normalmente às técnicas básicas, consideradas princípios fundamentais.
terça-feira, 5 de junho de 2012
XVII Estágio de Budo de Aracaju
A Associação TenChi Sergipe convida todos os alunos para o XVII Estágio de Budo de Aracaju. O evento ocorrerá no próximo fim de semana e será orientado pelos professores Paulo Roberto e Henrique Martins, ambos 5 dan em Aikido da escola TenChi International.
Maiores informações em http://www.aikidosergipe.com.br
Nos encontramos no tapete sergipano! :)
quinta-feira, 31 de maio de 2012
Kihon
O Dojo Kai realizará no próximo sábado, dia dois de junho, a terceira aula Kihon com o tema Iriminage. A aula será ministrada pelo professor Henrique Martins (5 dan), das dezesseis às dezoito horas.
Kihon (基本 ou きほん básico, fundamental), nas artes marciais japonesas, refere-se normalmente às técnicas básicas, consideradas princípios fundamentais.
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Inauguração Kai Dojo
Mês passado foi inaugurado o segundo Dojo da escola TenChi em Recife, o Kai Artes e Movimento. Seguem algumas fotos e um vídeo com partes das apresentações das várias disciplinas (Aikido, Kendo e TenChi Tessen) que podem ser estudadas no local.
Abraços e nos encontramos no Kai.
terça-feira, 24 de abril de 2012
Kihon
O Dojo Kai realizará no próximo sábado, dia vinte e oito de abril, a segunda aula Kihon com o tema Yokomen Uchi. A aula será ministrada pelo professor Henrique Martins (5 dan), das dezesseis às dezoito horas.
Kihon (基本 ou きほん básico, fundamental), nas artes marciais japonesas, refere-se normalmente às técnicas básicas, consideradas princípios fundamentais.
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